O cenário para milhares de aprovados no último concurso da Polícia Federal mudou completamente em 2026. A tão esperada convocação dos excedentes da PF não aconteceu como muitos candidatos imaginavam. O Governo Federal, por meio do Ministério da Gestão e da Inovação (MGI), foi claro ao negar o aumento nas nomeações.
Ao contrário das expectativas e dos pedidos da própria corporação, apenas mil nomeações adicionais foram confirmadas para este ano, somando-se às mil vagas previstas originalmente no edital. Esse posicionamento gerou dúvidas, principalmente entre os candidatos que aguardavam uma ampliação do número de chamados.
A seguir, você descobre quais foram as razões para a negativa do governo, como fica o quadro atual de convocações, além de detalhes sobre cargos, salários e possibilidades futuras para quem está de olho numa vaga na Polícia Federal.
O pedido por mais excedentes e a resposta do governo
A Polícia Federal oficializou junto ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) a solicitação para convocar 1.456 excedentes do último concurso. A proposta detalhava a necessidade de reforçar significativamente o efetivo, com a distribuição das vagas entre todos os cargos da área policial.
Dentre os cargos, foi dada maior ênfase ao posto de agente, tradicionalmente responsável por diversas tarefas operacionais estratégicas. A intenção era suprir a defasagem no quadro de pessoal, em resposta ao aumento das demandas institucionais.
- Confira o ofício divulgado na última sexta-feira, 20 de março, solicitando a convocação de excedentes.
No entanto, essa proposta esbarrou numa barreira legal. O pedido ultrapassava o limite de nomeações adicionais autorizadas em concurso público, exigindo um decreto presidencial para sair do papel.
O MGI, órgão responsável pelas decisões sobre concursos federais, negou a solicitação, mantendo o planejamento inicial de mil nomeações extras para 2026. Esse posicionamento se apoiou no orçamento já reservado e nas diretrizes do governo.
Como ficariam as vagas para os excedentes da PF
O projeto de ampliação, elaborado pela Polícia Federal, previa a seguinte distribuição para os 1.456 excedentes:
- Agente de Polícia Federal: 863 vagas
- Escrivão de Polícia Federal: 307 vagas
- Delegado de Polícia Federal: 237 vagas
- Perito Criminal Federal: 32 vagas
- Papiloscopista Policial Federal: 17 vagas
A negativa interrompeu o andamento desse plano. Dessa forma, o cronograma segue restrito ao que já havia sido divulgado anteriormente pelo governo: mil nomeações imediatas — já em andamento — e mais mil a serem efetivadas em etapas durante este ano.
Razões para a negativa de novos excedentes
O principal impedimento para a expansão das nomeações da Polícia Federal foi o limite legal para o aproveitamento de excedentes, que só pode ser ampliado por decreto presidencial.
Além disso, questões orçamentárias e estratégicas influenciaram a decisão. O MGI destacou que a autorização adicional poderia impactar o planejamento financeiro e o funcionamento de outros órgãos federais.
Entidades de classe e representantes da corporação argumentaram sobre a necessidade de dobrar o quadro de policiais, apontando a carência de recursos humanos diante dos desafios crescentes da segurança pública no Brasil.
Embora a resposta tenha sido negativa, o assunto ainda está em pauta nos bastidores, dependendo sobretudo da disponibilidade orçamentária e de futuras decisões administrativas.
Distribuição das vagas já previstas

Imagem: Tem Concursos
O concurso da PF, lançado anteriormente, já contemplava mil vagas imediatas, com previsão de mais mil convocações escalonadas até o final de 2026. A distribuição das vagas nos cinco principais cargos da área policial ficou assim:
- Agente de Polícia Federal: 630 vagas
- Escrivão de Polícia Federal: 160 vagas
- Delegado de Polícia Federal: 120 vagas
- Papiloscopista: 21 vagas
- Perito Criminal Federal (dividido em diversas áreas específicas): 69 vagas no total
Para ser admitido, é preciso ter diploma de ensino superior, além de CNH (Carteira Nacional de Habilitação) na categoria B. O curso superior exigido varia: para agente, escrivão e papiloscopista, aceita-se qualquer graduação; para delegado, exige-se Direito, somado à experiência jurídica ou policial; já para perito, a formação depende da área específica determinada pelo edital.
Vale destacar que o número de servidores administrativos da PF também continua reduzido, o que intensifica ainda mais a disputa pelas vagas disponíveis.
Salários de destaque para policiais federais
Um dos principais destaques do concurso da PF está nos salários. Em 2026, os valores foram atualizados e garantem:
- Agente, Escrivão e Papiloscopista: R$ 15.710,10 de salário inicial
- Delegado e Perito: R$ 28.831,70
Todos os policiais contam ainda com benefícios extras, como auxílio-alimentação que subiu este ano para R$ 1.175, além da estabilidade do regime estatutário.
O que esperar dos próximos anos para concursos da PF?
Apesar da negativa do MGI quanto à chamada de mais excedentes da PF neste ano, o tema segue sendo discutido. Novas solicitações podem acontecer, dependendo do cenário financeiro e das demandas da instituição. Internamente, a Polícia Federal realiza constantemente estudos técnicos sobre o dimensionamento do efetivo.
O próprio diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, já sinalizou publicamente o interesse em fortalecer o corpo policial, apostando na força dos novos servidores para modernizar a instituição.
“Em relação ao efetivo, nosso quadro ainda é reduzido. Hoje somos menos de 13 mil policiais e contamos também com cerca de 2 mil servidores administrativos, que contribuem muito para a instituição. Estamos realizando um dimensionamento da força de trabalho, um estudo técnico conduzido pela nossa equipe, para definir o cenário ideal de pessoal”, destacou o diretor Andrei.
Vale ficar atento: mesmo sem garantia de ampliação imediata das nomeações, o cenário pode ser revisto nos próximos anos a depender de novas liberações orçamentárias e das necessidades do órgão.
Como se preparar para a próxima oportunidade?
Com a limitação nas convocações, torna-se ainda mais importante uma preparação de alto nível para assegurar uma das vagas no próximo concurso da PF. Mantenha-se atualizado, busque métodos eficientes de estudo e esteja preparado para todas as etapas, incluindo provas objetivas, testes físicos e o disputado curso de formação na Academia Nacional de Polícia.
Você acredita que o governo deveria rever o limite de nomeações e ampliar a chamada dos aprovados? Como você vem se preparando para conquistar essa oportunidade na carreira policial?
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