A Polícia Federal voltou a se movimentar após ter o primeiro pedido de convocação de excedentes negado pelo Ministério da Gestão e da Inovação (MGI). Em novo ofício encaminhado ao governo, a corporação solicita o aproveitamento de até 1.508 candidatos aprovados além das vagas inicialmente autorizadas no concurso em andamento.
Confira abaixo o que a PF argumenta, como as vagas seriam distribuídas, qual a situação atual do concurso e o que falta para as convocações avançarem.
O que a PF está pedindo?
A Polícia Federal solicita autorização para convocar até 1.508 candidatos aprovados além das vagas previstas no edital original. O pedido consta em ofício enviado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), que o encaminhou ao MGI para nova análise.
A corporação argumenta que o concurso vigente conta com 2.615 aprovados — número suficiente para preencher todas as vacâncias sem a necessidade de um novo concurso no curto prazo. A proposta visa o aproveitamento de 100% dos aprovados, respeitando o limite de postos disponíveis.
Por que o primeiro pedido foi negado?
O pedido anterior, de 1.456 excedentes, foi rejeitado pelo MGI com base nas limitações previstas na Lei Orçamentária Anual de 2026, que contempla apenas mil nomeações adicionais além das vagas imediatas. Como o pedido ultrapassava esse limite, dependia da edição de um decreto presidencial para ser viabilizado, o que não ocorreu.
Qual é o argumento da PF para o novo pedido?
No ofício, a Polícia Federal apresenta dados sobre o déficit de pessoal para justificar a ampliação. O concurso foi planejado em 2024 para suprir 1.810 cargos vagos, mas o número atual de vacâncias saltou para 2.508, impulsionado por aposentadorias e desligamentos.
A corporação alega que a redução contínua do efetivo compromete a capacidade operacional, especialmente diante da expansão de suas atribuições, que incluem novas competências como a fiscalização de CACs (Caçadores, Atiradores e Colecionadores), a criação de unidades descentralizadas e a ampliação da presença em áreas estratégicas.
Como a PF propõe contornar a limitação orçamentária?
Para driblar a restrição apontada pelo governo, a PF sugere que parte das nomeações ocorra de forma escalonada, com a formação de novas turmas também em 2027.
Dessa forma, o impacto na Lei Orçamentária de 2026 seria reduzido, já que o curso de formação é a última etapa do concurso. A medida também aproveitaria melhor a estrutura da Academia Nacional de Polícia e evitaria a abertura de um novo certame no curto prazo.
Como as vagas seriam distribuídas?
No primeiro pedido, a PF havia proposto a seguinte distribuição para os 1.456 excedentes:
| Cargo | Vagas excedentes |
| Agente de Polícia Federal | 863 |
| Escrivão de Polícia Federal | 307 |
| Delegado de Polícia Federal | 237 |
| Perito Criminal Federal | 32 |
| Papiloscopista Policial Federal | 17 |
O novo pedido, de 1.508 excedentes, ainda não teve a distribuição detalhada por cargo divulgada publicamente, mas tende a seguir proporção semelhante, com maior concentração no cargo de agente.

Qual é a situação atual do concurso?
O edital do concurso da Polícia Federal foi divulgado em maio de 2025, oferecendo mil vagas imediatas nos cinco cargos da carreira policial: agente (630 vagas), escrivão (160), delegado (120), papiloscopista (21) e perito criminal federal (69, distribuídas em diversas áreas de especialização).
Todas as vagas exigem diploma de ensino superior e CNH categoria B. O planejamento inicial prevê mil vagas imediatas e mais mil convocações ao longo de 2026. A remuneração inicial é de R$ 15.710,10 para os cargos de agente, escrivão e papiloscopista, e chega a R$ 28.831,70 para delegado e perito, além de auxílio-alimentação de R$ 1.175. As admissões ocorrem sob regime estatutário, com garantia de estabilidade.
O que falta para as convocações avançarem?
A ampliação das convocações depende de autorização do governo federal. Com o reforço técnico apresentado pela PF, o processo retorna para análise dos ministérios envolvidos (MJSP e MGI), podendo avançar conforme a disponibilidade orçamentária e decisão do Executivo.
Até o momento, segue mantido o planejamento original de mil vagas imediatas mais mil convocações adicionais. Os candidatos aprovados além desse número permanecem no cadastro de reserva (CR), aguardando uma possível decisão.
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