A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, confirmou na quinta-feira (2 de abril) que o governo federal deve conceder novas autorizações para concursos federais ainda em 2026. Em entrevista ao programa “Bom Dia, Ministra”, do Canal Gov, Dweck informou que os avais serão pontuais e direcionados a áreas específicas.
A declaração chega em um momento em que o governo já sancionou lei criando cerca de 24 mil novos cargos no Poder Executivo Federal e prepara a convocação de quase 7 mil aprovados em concursos já realizados. Confira abaixo todos os detalhes sobre o que foi anunciado.
O que a ministra disse
Esther Dweck afirmou que as novas autorizações serão em número reduzido e para áreas prioritárias. Segundo ela, na próxima semana será realizada uma reunião com a Presidência da República e com a Casa Civil para definir quais áreas e quantas vagas serão contempladas nos novos concursos. Após essa reunião, as autorizações serão anunciadas publicamente.
A ministra também confirmou que o governo irá autorizar chamadas de excedentes nas duas primeiras edições do CNU (Concurso Público Nacional Unificado) e em outros concursos válidos. As convocações devem ocorrer ao longo do primeiro e do segundo semestre de 2026.
“Semana que vem, faremos um balanço e vou levar à Casa Civil e à Presidência para bater o martelo e aí anunciar novas autorizações de concursos e também a chamada de excedentes”, disse a ministra Esther Dweck.
A expectativa do MGI (Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos) é que, ao longo de 2026, quase 7 mil pessoas ingressem no serviço público federal por meio das chamadas de aprovados em concursos já realizados. Para a segunda edição do CNU, a previsão é que as nomeações comecem a partir de maio.
Lei cria 24 mil vagas para concursos federais
No último dia 31 de março, o presidente Lula sancionou a Lei nº 15.367/2026, que autoriza a criação de aproximadamente 24 mil novos cargos no Poder Executivo Federal. A maior parte das vagas está concentrada na área da Educação, reforçando a expansão das instituições federais de ensino. Confira a distribuição:
| Órgão / Área | Vagas criadas |
| Anvisa (especialista em regulação + técnico) | 225 |
| Universidades federais (professor + analista) | 6.000 |
| Rede Federal (professor de educação básica/técnica) | 9.587 |
| Rede Federal (técnico em educação) | 4.286 |
| Rede Federal (analista em educação) | 2.490 |
| MGI (analista técnico de desenvolvimento socioeconômico) | 750 |
| MGI (analista técnico Justiça e Defesa) | 750 |
| Total aproximado | 24.000 |
É importante destacar que a criação dos cargos por lei não significa a publicação imediata de editais. A abertura de novos concursos ainda depende de autorização específica do governo, disponibilidade orçamentária e planejamento de cada órgão. Porém, a lei é considerada um passo fundamental para viabilizar os concursos nos próximos anos.

Convocação de 1.860 aprovados no CNU 2024
Ainda no final de março, o MGI anunciou a convocação de 1.860 candidatos para vagas remanescentes da primeira edição do CNU, realizada em 2024. As vagas representam cerca de 21% do total ofertado naquela edição, considerando oportunidades não preenchidas.
A chamada inclui 131 cargos diferentes, distribuídos entre áreas estratégicas da Administração Pública Federal. O prazo de validade do CNU 2024 foi prorrogado, permitindo novas convocações ao longo de 2026 e 2027.
Concursos federais e ano eleitoral
Uma das dúvidas mais frequentes entre os concurseiros é se concursos podem ser realizados em ano eleitoral. A legislação brasileira permite a realização de concursos públicos, convocações e nomeações em ano de eleição, desde que o concurso já esteja homologado até três meses antes do primeiro turno. Ou seja, não há impedimento legal para que as nomeações previstas para 2026 sejam efetivadas, desde que respeitado esse prazo.
O que esperar a partir de agora
A expectativa é que, após a reunião da próxima semana entre o MGI, a Casa Civil e a Presidência, o governo anuncie oficialmente quais áreas receberão autorização para novos concursos federais.
Entre as possibilidades que circulam nos bastidores estão órgãos ligados à educação, saúde, regulação e segurança pública. Enquanto isso, os aprovados nos concursos já realizados devem ficar atentos às convocações, que acontecerão ao longo dos dois semestres.
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