O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos autorizou 170 vagas para o concurso do Banco Central do Brasil, com remunerações que chegam a ultrapassar R$ 18 mil para o cargo de auditor. A autorização foi publicada na Portaria MGI nº 5.508/2026, divulgada em edição extraordinária do Diário Oficial da União na sexta-feira (3).
A seleção contempla três carreiras distintas: auditor, técnico e procurador. Os cargos atendem candidatos com níveis médio e superior de escolaridade, ampliando o alcance da disputa entre os interessados em ingressar na autarquia federal responsável pela política monetária do país.
Confira abaixo os detalhes sobre distribuição das vagas, valores de remuneração, prazo para publicação do edital e como se preparar para as provas.

Cargos e vagas disponíveis na seleção
A Portaria MGI nº 5.508/2026 detalha a distribuição das 170 vagas autorizadas entre três cargos do quadro de servidores do Banco Central do Brasil:
- Auditor do Banco Central do Brasil – exigência de nível superior, com 100 vagas
- Técnico do Banco Central do Brasil – exigência de nível médio, com 50 vagas
- Procurador do Banco Central do Brasil – exigência de nível superior em Direito, com 20 vagas
A distribuição contempla vagas para ampla concorrência e reservas destinadas a pessoas negras, pessoas com deficiência, indígenas e quilombolas, em conformidade com a legislação de inclusão vigente no serviço público federal.
Remuneração inicial para cada cargo
Os salários oferecidos pelo Banco Central figuram entre os mais atrativos do serviço público brasileiro, fator que historicamente eleva a concorrência nas seleções da autarquia.

Para o cargo de auditor, que demanda formação superior, a remuneração inicial pode ultrapassar R$ 18 mil, já considerando os reajustes recentes aplicados à carreira. A posição envolve atividades de fiscalização, análise de instituições financeiras e formulação de políticas regulatórias.
O cargo de técnico, destinado a candidatos com ensino médio completo, oferece vencimentos iniciais em torno de R$ 8,3 mil. As atribuições incluem suporte administrativo e operacional às diversas áreas do Bacen.
Já o procurador atua na representação jurídica da autarquia e terá seleção realizada em conjunto com a Advocacia-Geral da União (AGU). A remuneração também se enquadra entre as mais elevadas do setor público, compatível com as responsabilidades de defesa dos interesses institucionais do Banco Central.
Prazo para publicação do edital
A portaria estabelece que o edital de abertura do concurso público do Banco Central deverá ser publicado em até seis meses a partir da data do documento autorizativo. Dessa forma, o prazo máximo se estende até janeiro de 2027.
Caso o edital não seja publicado dentro desse período, a autorização perde seus efeitos automaticamente, conforme regra estabelecida na própria portaria. Essa condição impõe ao órgão a necessidade de cumprir todas as etapas preparatórias dentro do cronograma definido.
Etapas administrativas antes do edital
Entre a autorização e a publicação do edital, o Banco Central precisa concluir diversas providências administrativas que estruturam o certame.
A primeira delas é a formação da comissão organizadora, grupo interno responsável por definir o planejamento geral, estabelecer o cronograma e supervisionar todas as fases da seleção. Em seguida, ocorre a escolha da banca examinadora, instituição que ficará encarregada de elaborar provas, processar inscrições e executar as etapas previstas no edital.
Após a publicação oficial do edital, a legislação determina um intervalo mínimo de dois meses até a realização da primeira prova. O prazo visa garantir tempo adequado para que os candidatos estudem o conteúdo programático e organizem sua preparação.
Como devem funcionar as provas do certame
Com base em concursos anteriores do Banco Central, espera-se que a seleção contemple provas objetivas para todos os cargos, com questões de conhecimentos básicos e específicos. Para os cargos de auditor e procurador, é provável a inclusão de provas discursivas.
O cargo de procurador tradicionalmente exige também a comprovação de experiência em atividade jurídica, além de possível prova oral, seguindo o padrão adotado em seleções para carreiras da advocacia pública.
Os candidatos devem acompanhar as publicações oficiais do Banco Central e do Diário Oficial da União para obter informações atualizadas sobre o cronograma e o conteúdo programático definitivo.











