O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, autorizou na segunda-feira (30 de março) a abertura de um novo concurso público para a Polícia Civil com 452 vagas. A Polícia Civil do Tocantins opera atualmente com apenas metade do efetivo previsto em lei, o que torna o concurso uma medida considerada urgente pelo próprio governo e por órgãos de controle.
Confira abaixo quantas vagas estão previstas por cargo, os salários, os requisitos, o que falta para o edital sair e o cenário de déficit que motivou a autorização.
Quantas vagas foram autorizadas?
O prevê 452 vagas, distribuídas entre três cargos da carreira policial. Quando o concurso foi anunciado inicialmente, em outubro de 2024, a distribuição prevista era a seguinte:
| Cargo | Vagas imediatas | Cadastro de reserva (CR) |
| Agente de Polícia | 154 | 16 |
| Escrivão de Polícia | 98 | 16 |
| Delegado de Polícia | 60 | 9 |
| Agente de Necrotomia | 8 | 2 |
| Papiloscopista | 21 | 8 |
| Perito Oficial | 40 | 20 |
Com a Lei nº 4.653/2025, os cargos de agente de polícia (154 vagas) e escrivão de polícia (98 vagas) foram unificados sob a denominação de oficial investigador de polícia.
Caso o governo mantenha a previsão original, a soma dessas vagas resultará em 284 oportunidades somente para o cargo de oficial investigador. A distribuição definitiva será confirmada no edital.
Quais são os salários?
As remunerações variam conforme o cargo e seguem a hierarquia da carreira policial civil. O delegado de polícia, que exerce função de chefia nas investigações, recebe atualmente R$ 21.901,70. O perito oficial, responsável pela produção de laudos técnicos e perícias, tem vencimento de R$ 17.694,68.
Já o oficial investigador de polícia (novo cargo que substitui agente e escrivão) receberá R$ 7.917,97. Todos os cargos do concurso exigem nível superior de formação e oferecem estabilidade por meio do regime estatutário.
Quais são os requisitos por cargo?
O delegado exige graduação em Direito. O perito oficial exige formação em áreas específicas, que serão detalhadas no edital. Já o oficial investigador de polícia aceita diploma de nível superior em qualquer área.
Os demais requisitos, como idade, aptidão física e idoneidade moral, serão definidos no edital, que ainda depende da contratação da banca organizadora.

Quando sai o edital?
Apesar de o governador ter afirmado que “o maior concurso da segurança pública do estado deve ser publicado ainda esta semana”, essa declaração pode se referir à autorização oficial no Diário Oficial do Tocantins, e não necessariamente à publicação do edital completo.
Para que o edital seja divulgado, ainda é necessária a contratação da banca organizadora, processo que será conduzido pela Secretaria de Estado da Administração (Secad), sob coordenação do secretário Paulo César Benfica. Portanto, a banca ainda não foi definida.
Por que o concurso é considerado urgente?
Segundo levantamento citado pelo deputado estadual Moisemar Marinho, a corporação registra 1.272 cargos vagos — apenas 50% do efetivo previsto em lei está em atividade.
O cenário tende a piorar com as aposentadorias previstas, que podem elevar o número de vacâncias para 1.400. O Ministério Público do Tocantins também acionou a Justiça contra o estado, cobrando medidas para suprir o déficit e a realização do concurso.
O que é o cargo de oficial investigador?
O cargo de oficial investigador de polícia foi criado pela Lei Estadual nº 4.653/2025, que unificou as funções de agente de polícia e escrivão de polícia em uma única carreira.
A mudança visa simplificar o quadro de pessoal e dar mais flexibilidade à atuação dos profissionais da Polícia Civil. O novo cargo exige nível superior em qualquer área de formação e terá remuneração inicial de R$ 7.917,97.
Qual é o histórico do concurso?
A realização do concurso da PC-TO já vinha sendo cobrada desde 2024, quando o governo anunciou as 452 vagas pela primeira vez. Em agosto de 2025, o deputado Moisemar Marinho defendeu publicamente a seleção na Assembleia Legislativa, apresentando os dados de déficit.
O Ministério Público também se manifestou judicialmente. Agora, com a autorização do governador e a designação da Secad para conduzir o processo, o concurso avança para a etapa de contratação da banca e posterior publicação do edital.
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