A Receita Federal do Brasil recebeu autorização oficial para realizar novo concurso público com 146 vagas distribuídas entre os cargos de Auditor-Fiscal e Analista-Tributário. A medida representa uma oportunidade aguardada por milhares de concurseiros que almejam ingressar em uma das carreiras mais prestigiadas do serviço público federal.
A autorização foi formalizada por meio da Portaria/MGI nº 5.505, assinada pela ministra Esther Dweck em 3 de julho. O documento estabelece prazos específicos para publicação do edital e aplicação das provas, além de garantir reserva de vagas para grupos prioritários conforme legislação vigente.
Confira abaixo os detalhes sobre distribuição de vagas, remuneração inicial, conteúdo programático esperado e como se preparar para as etapas do certame.
Autorização oficial e prazos estabelecidos pela portaria
O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) publicou a portaria que autoriza o novo concurso da Receita Federal com cronograma definido. Segundo o documento, o edital deverá ser publicado em até seis meses após essa autorização, com prazo final em janeiro de 2027.
A portaria estabelece ainda que, caso o cronograma não seja cumprido, o certame poderá ser cancelado, com perda da previsão orçamentária destinada ao concurso. Essa condição reforça a necessidade de acompanhamento constante das movimentações do órgão pelos candidatos interessados.
Após a publicação do edital, a aplicação das provas deverá ocorrer depois de um intervalo mínimo de dois meses. Esse prazo visa garantir tempo hábil para que os candidatos realizem suas inscrições e concluam a preparação para as avaliações.
Distribuição das 146 vagas entre cargos e cotas
O concurso da Receita Federal oferecerá 146 vagas divididas entre dois cargos de nível superior. A maior parte das oportunidades será destinada ao cargo de Analista-Tributário, enquanto as vagas de Auditor-Fiscal, embora em menor quantidade, apresentam remuneração significativamente superior.
A distribuição contempla ampla concorrência e reserva de vagas para candidatos negros, pessoas com deficiência, indígenas e quilombolas, conforme determinação legal. Veja a divisão completa:
| Categoria | Analista-Tributário | Auditor-Fiscal | Total |
|---|---|---|---|
| Ampla Concorrência | 76 | 18 | 94 |
| Pessoas Negras | 29 | 8 | 37 |
| Pessoas com Deficiência | 6 | 2 | 8 |
| Indígenas | 3 | 1 | 4 |
| Quilombolas | 2 | 1 | 3 |
| Total de vagas | 116 | 30 | 146 |
Ambos os cargos exigem diploma de nível superior em qualquer área de formação, conforme estabelecido nos certames anteriores do órgão.
Remuneração inicial dos cargos
Os salários oferecidos pela Receita Federal estão entre os mais atrativos do serviço público federal, o que justifica a alta concorrência histórica nos concursos do órgão. Com base nas informações do último concurso realizado em 2022, os valores iniciais são:
- Auditor-Fiscal: R$ 21.029,09
- Analista-Tributário: R$ 11.684,39
Esses valores podem sofrer variações conforme reajustes ou atualizações normativas até a publicação do novo edital, sempre alinhados ao disposto nas leis e à política salarial do órgão.
Benefícios e vantagens da carreira
Além da remuneração atrativa, os servidores da Receita Federal contam com pacote de benefícios que complementa os vencimentos básicos. O plano de carreira oferece progressão funcional baseada em tempo de serviço e qualificação profissional.
Entre os benefícios previstos estão auxílio-saúde, assistência pré-escolar para dependentes, auxílio-transporte e auxílio-alimentação incluso na remuneração básica. O bônus de eficiência, vinculado ao desempenho institucional do órgão, representa adicional variável que pode elevar significativamente a remuneração total.
A estabilidade no serviço público federal e a possibilidade de atuação em diferentes unidades da Receita pelo território nacional também figuram como atrativos da carreira.
Atribuições de cada cargo
O Analista-Tributário da Receita Federal do Brasil atua no suporte técnico-operacional às atividades do Fisco. Suas funções incluem análise de processos administrativos, atendimento ao contribuinte, execução de procedimentos de controle aduaneiro e tributário, além de atividades de tecnologia da informação aplicadas à administração tributária.
O Auditor-Fiscal assume as atribuições mais avançadas da carreira, inclusive de fiscalização, auditoria, lançamento e controle de crédito tributário federal. Cabe a esse profissional a constituição de créditos tributários, análise de regimes especiais, combate à sonegação e participação em operações de repressão ao contrabando e descaminho.
Conteúdo programático esperado com base no último certame
Embora o edital do novo concurso ainda não tenha sido publicado, o conteúdo programático do certame anterior serve como referência para início da preparação. No concurso de 2022, organizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), as provas foram divididas em dois módulos aplicados em turnos distintos.
Módulo I – Conhecimentos Básicos (manhã)
Para Auditor-Fiscal, foram cobradas 80 questões distribuídas entre Língua Portuguesa (10), Língua Inglesa (8), Raciocínio Lógico-Matemático (8), Estatística (6), Economia e Finanças Públicas (6), Administração Geral (8), Administração Pública (8), Auditoria (8), Contabilidade Geral e Pública (8) e Fluência em Dados (10).
Para Analista-Tributário, o módulo continha 70 questões com Língua Portuguesa (15), Língua Inglesa (10), Raciocínio Lógico-Matemático e Estatística (10), Administração Geral e Pública (10), Contabilidade Geral (10) e Fluência em Dados (15).
Módulo II – Conhecimentos Específicos (tarde)
O Auditor-Fiscal respondeu 60 questões de Direito Administrativo (8), Direito Constitucional (8), Direito Previdenciário (8), Direito Tributário (10), Legislação Tributária (8), Comércio Internacional (8) e Legislação Aduaneira (10).
O Analista-Tributário teve 70 questões específicas de Direito Administrativo (12), Direito Constitucional (14), Direito Tributário e Previdenciário (16), Legislação Tributária (14) e Legislação Aduaneira (14).
Como funcionam as etapas do concurso
O processo seletivo da Receita Federal segue estrutura consolidada em certames anteriores. A organização interna do órgão é responsável por instituir comissão organizadora, que prepara as normas e publicações administrativas necessárias.
As etapas previstas incluem criação da comissão especial interna, definição das normas do edital, escolha da instituição organizadora responsável pelas inscrições e provas, além da divulgação oficial dos prazos e regras em portarias e editais.
A comissão deve observar todas as regras federais de inclusão e reserva de cotas até o fim da validade do concurso. As provas objetivas e discursivas compõem tradicionalmente a avaliação, exigindo conhecimento amplo em múltiplas áreas do Direito e da Administração Pública.
Critérios de classificação e desempate
Nos concursos anteriores da Receita Federal, a classificação final considerou o somatório de pontos obtidos nas provas objetivas e discursivas. A nota mínima para aprovação variou conforme o cargo e a etapa avaliada.
Em caso de empate na pontuação final, os critérios de desempate tradicionalmente aplicados seguem ordem de preferência: maior idade entre candidatos com 60 anos ou mais, maior pontuação em disciplinas específicas da área fiscal, maior pontuação em Língua Portuguesa e, persistindo o empate, maior idade entre os demais candidatos.
O edital define os detalhes específicos sobre pontuação mínima por disciplina, peso das provas discursivas e eventuais etapas eliminatórias. Candidatos devem consultar o documento oficial assim que publicado para conhecer as regras definitivas.












