O governo federal deu o ponto de partida para as nomeações dos aprovados no segundo Concurso Público Nacional Unificado (CPNU 2) — e os procedimentos já começaram.
O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) publicou nesta quarta-feira (22) a Portaria MGI nº 3.356/2026 no Diário Oficial da União (DOU), autorizando as primeiras nomeações do concurso para dezenas de órgãos e entidades federais.
Confira quais órgãos foram contemplados, os prazos da posse, o passo a passo do processo de admissão digital e o que os aprovados no cadastro de reserva devem saber.
O que a portaria autoriza e o que muda agora
A Portaria MGI nº 3.356/2026 autoriza formalmente a nomeação de 3.147 candidatos aprovados nos nove blocos temáticos do CPNU 2. Com a publicação, encerra-se a fase de autorização pelo MGI e cada órgão passa a conduzir seu próprio cronograma de convocação, nomeação e posse.
O MGI realizará as nomeações para os cargos do seu próprio quadro. Os demais órgãos deverão publicar as portarias de nomeação conforme seus cronogramas e disponibilidade administrativa. A expectativa do MGI é que as primeiras nomeações sejam publicadas no início de maio.
Um detalhe importante: o MGI orientou os órgãos a publicar a portaria de lotação antes da nomeação, para que os candidatos saibam para qual cidade serão designados com antecedência suficiente para se organizar.
Distribuição de vagas por órgão
As 3.147 vagas autorizadas estão distribuídas entre órgãos de diferentes áreas da administração pública federal. O MGI concentra o maior bloco — 1.250 cargos — mas boa parte desses servidores atuará em cerca de 36 órgãos diferentes, já que se trata de carreiras transversais:
| Órgão / Entidade | Vagas autorizadas |
| MGI (incluindo carreiras transversais — 36 órgãos) | 1.250 |
| Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) | 300 |
| Forças Armadas (Marinha, Exército, Aeronáutica e HFA) | 488 |
| INCA, INTO, INC e IEC | 275 |
| Agências reguladoras (ANM, ANAC, ANATEL, ANTT, ANTAQ, ANS, ANP, ANVISA, ANCINE) | 340 |
| Órgãos de cultura (IPHAN, FUNARTE, IBRAM, Fundaj, FBN, Palmares) | 160 |
| Outros ministérios e entidades (MDA, FUNDACENTRO, ITI, MPA, MF, MCID, MIDR, MTUR, CENP) | 334 |
| Total autorizado pela Portaria MGI nº 3.356/2026 | 3.147 |
Os 1.000 cargos de Analista Técnico-Administrativo (ATA) incluídos no total do MGI integram a nova carreira de Analista Técnico do Poder Executivo (ATE), criada pela Lei nº 15.367, com atuação transversal em diferentes órgãos.
Cronograma: do DOU à entrada em exercício
O processo entre a portaria de autorização e a entrada em exercício do novo servidor envolve etapas com prazos definidos em lei. Acompanhar cada uma delas é essencial para não perder a vaga:
| Etapa | Prazo |
| Portaria MGI nº 3.356/2026 publicada no DOU | 22 de abril de 2026 |
| Publicação das portarias de lotação pelos órgãos | Antes da nomeação (cada órgão define) |
| Primeiras nomeações publicadas no DOU | Início de maio de 2026 |
| Prazo para posse após nomeação | Até 30 dias |
| Prazo para apresentação ao órgão após a posse | Até 15 dias |
| Chamadas do cadastro de reserva | Ao longo de 2026 (1º e 2º semestres) |

Passo a passo: como funciona o processo de admissão digital
Todo o processo de admissão dos aprovados no CPNU 2 será realizado de forma 100% digital — sem necessidade de comparecer presencialmente ao órgão para entrega de documentos. Veja como funciona:
- Aguarde a notificação oficial: após a publicação da portaria de nomeação no DOU, o candidato recebe um aviso no e-mail cadastrado na inscrição do CPNU 2 com orientações para iniciar o processo.
- Acesse o SouGov.br: entre pelo site SOUGOV.BR ou baixe o aplicativo (disponível no Google Play e App Store). É necessário ter conta Gov.br com pelo menos selo prata de confiabilidade.
- Complete seu cadastro e envie a documentação: preencha os dados cadastrais, envie os documentos exigidos (ver próximo tópico) e preencha o Perfil Profissiográfico.
- Aguarde a análise do RH: um gestor do órgão conferirá as informações. Se houver necessidade de ajuste, o candidato será notificado.
- Assine o Termo de Posse: após aprovação, a posse é formalizada com assinatura digital diretamente no aplicativo, autenticada pelo Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI).
Documentação necessária para a posse
A lista completa de documentos está disponível no Portal do Servidor e deve ser enviada digitalmente pelo SouGov.br em formato PDF, JPEG ou PNG, com arquivos legíveis e atualizados. Os documentos básicos exigidos são:
- Documento de identidade: apenas RG (CI) ou Carteira de Identidade Nacional (CIN) são aceitos como fontes primárias de identificação. CNH e outros documentos não são aceitos como identidade nesta fase
- CPF e PIS/Pasep/NIT: o número pode ser encontrado na Carteira de Trabalho, Cartão Cidadão ou extrato do FGTS
- Certidão de casamento ou comprovante de união estável (quando aplicável)
- Certificado de reservista (para candidatos do sexo masculino)
- Atestado de aptidão física e mental: emitido por médico oficial conforme a Portaria nº 4.515/2024 e alterada pela Portaria SRT/MGI nº 7.809/2025. A inspeção médica tem fase presencial junto ao órgão
- Declaração de bens e valores (e-Patri): quem ainda não é servidor federal precisará de conta Gov.br com selos ouro ou prata e verificação em duas etapas ativada
- Diploma ou certidão de conclusão do curso: exigência de escolaridade mínima conforme o cargo
Cadastro de reserva: quem pode ser chamado ainda em 2026
Além das vagas imediatas, o CPNU 2 prevê a formação de cadastro de reserva (CR). Candidatos nessa condição podem ser convocados durante a validade do concurso — 12 meses após a homologação do resultado final, prorrogável por igual período.
A ministra Esther Dweck confirmou que o MGI planeja realizar convocações do cadastro de reserva tanto no primeiro quanto no segundo semestre de 2026. As chamadas ocorrem em caso de novas vagas abertas pelos órgãos ou desistências de nomeados. A decisão sobre excedentes só será tomada após a posse de todos os aprovados nas vagas imediatas.
O governo projeta um total de quase 7 mil nomeações em todo o serviço público federal ao longo de 2026, considerando o CNU 1, o CNU 2 e outros concursos já autorizados. O cenário é reforçado pela expectativa de 70 mil aposentadorias no funcionalismo entre 2026 e 2030.
Atenção: o que não fazer após a nomeação
Com o aumento das nomeações, crescem também as tentativas de golpe que se aproveitam da expectativa dos aprovados. O MGI alerta:
- Todo o processo ocorre exclusivamente pelo SouGov.br — não existe cobrança de taxas, ligações de terceiros ou pedido de dados bancários.
- Não compartilhe seus dados com intermediários: qualquer comunicação oficial chega pelo e-mail cadastrado no CPNU ou pelo próprio sistema SouGov.br.
- Acompanhe o DOU: as portarias de nomeação são publicadas no Diário Oficial da União. Acesse gov.br para verificar se seu nome consta na lista.
Acompanhe o portal Tem Concursos para ficar por dentro de todas as convocações do CNU. Assista também ao vídeo abaixo:











